A Região

 

O Alto Tâmega

 


A região do Alto Tâmega, constituída pelos municípios de Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar abrange uma área de aproximadamente 2 922 km2e registava em 2015, de acordo com as projeções do Instituto Nacional de Estatística (INE), uma população residente de 89.260 habitantes, correspondendo sensivelmente a 2,5%da população da região Norte de Portugal. Este território constitui uma das vinte e três Comunidades Intermunicipais (CIM) nacionais, fazendo fronteira com outras quatro CIM – Cávado, Ave, Douro e Terras de Trás-os-Montes – e a Norte com Espanha, o que coloca a região numa posição privilegiada tendo em vista possibilidades de promoção de relações transfronteiriças, em especial com a província vizinha de Orense. A atividade agrícola e a agroindústria detêm um papel de grande relevo no panorama económico deste território de baixa densidade. Os recursos endógenos de destacada qualidade constituem-se como um dos fatores de diferenciação destes municípios, sendo de destacar os produtos endógenos de qualidade reconhecida, muitos dos quais com garantia de Denominação de Origem Protegida (DOP)e de Indicação Geográfica Protegida (IGP), entre os quais se destacam a carne, o mel, o azeite, a castanha, a batata e os produtos de fumeiro e os enchidos, entre outros.


A atividade turística constitui-se como outra das apostas estratégicas do Alto Tâmega, fundada numa oferta de turismo termal e de turismo em espaço rural (TER) que complementa a beleza natural da região, contextualizada por grandes áreas de interesse natural e que lhe conferem um enquadramento privilegiado em termos de biodiversidade e de riqueza paisagística. Complementarmente, também o património cultural apresenta um papel de relevo no panorama turístico, económico e social do Alto Tâmega. São de destacar neste caso os monumentos nacionais com grande interesse turístico, distribuídos pelos seis concelhos, assim como manifestações culturais diversas como o artesanato e as tradições etnográficas.

 

 

 

BOTICAS

A SEDUÇÃO DA MONTANHA

Fundado a 6 de novembro de 1836, o município de Boticas é terra de legados históricos, culturais e naturais únicos, de montes e serras de beleza natural indescritível, moinhos seculares, castros, ruínas dolménicas e marcos miliários romanos. Daqui são as estátuas do Guerreiro Calaico-Lusitano, ex-libris da arqueologia portuguesa. As “Chegas de Bois” do Barroso são um legado do comunitarismo ainda presente. A Carne Barrosã, raça autóctone desta região e manjar de reis no passado,  distingue-se como um produto de excelência, bem como o Mel de Barroso e a Aguardente de Mel. A oferta gastronómica completa-se com o famoso cozido à moda do Barroso, os enchidos, o presunto e o “Vinho dos Mortos”. A  singularidade deste território e dos seus habitantes, constituem um dos cartazes mais atrativos da região e levaram a que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura o distinguisse e o declarasse como Património Agrícola Mundial.

CHAVES

O ROMANO E O TERMAL

O património, as tradições, a gastronomia, de sabores genuínos e saberes ancestrais fazem de Chaves uma terra saudável, com alma, que guarda com extraordinária persistência a sua identidade. Com as suas praças e ruas espaçosas, parques e jardins coloridos, moradias imponentes, edifícios de fachadas que testemunham antigas civilizações, mas, cuja modernidade enriquece. Chaves oferece múltiplas propostas de passeios que permitem descobrir paisagens impressionantes do rio e das serras para desvendar um pouco mais da história milenar da região. O património termal, legado dos romanos é, ainda hoje, um pólo de atração a Chaves e Vidago. A oferta hoteleira e a restauração é vasta e de excelente qualidade, um pretexto à descoberta deste território de bem-estar.

MONTALEGRE

UMA IDEIA DE NATUREZA

Montalegre é um concelho raiano, no distrito de Vila Real, com aproximadamente 800 km2 de extensão. Declarado Património Agrícola Mundial e Reserva da Biosfera possui um património turístico inexcedível. A etnografia, a história, o folclore, a gastronomia e a paisagem são sem dúvida fatores sobejos. Outra das grandezas de Barroso, são as suas formações naturais, que poupadas à ação das gerações dotam este território duma paisagem majestosa e riqueza étnica, que este povo conserva. O Parque Nacional Peneda-Gerês (PNPG), os segredos da Mourela, o ar puro do Larouco, o presunto e fumeiro, a vitela, o pão centeio, os usos e costumes, mas sobretudo a hospitalidade, honestidade e calor humano que se vive, são fortes razões para visitar o “Reino Maravilhoso (…)  que fica no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos” (Miguel Torga).

RIBEIRA DE PENA

CONVIDA NATURALMENTE

Em Ribeira de Pena vai encontrar uma gastronomia rica e variada, um património cultural enriquecido pela passagem do escritor Camilo Castelo Branco e pela Rede de Museus. Os rios Tâmega, Póio, Louredo e Beça convidam a um mergulho e à  prática de atividades desportivas como a canoagem, o rafting ou o canyoning. O concelho destaca-se pelas suas paisagens que se misturam por entre uma flora majestosa e tão diferente entre os verdejantes vales e as altitudes, que se estende da serra do Alvão à região do Barroso. Ribeira de Pena assume-se vincadamente como um destino de turismo natureza, muito por via dos  equipamentos hoteleiros e de lazer que nasceram no concelho. É aqui que encontramos um dos maiores Slides do mundo, o Fantasticable, que é o ex-libris do Pena Aventura Park. Também em Ribeira de Pena vai poder desfrutar do parque ambiental e de uma rede de percursos pedestres que o guiarão ao longo da descoberta do território.

VALPAÇOS

A ESSÊNCIA NATURAL

O concelho de Valpaços é mais que os seus 550 Kms2 de lindíssimas paisagens, mais que os seus terrenos cultivados de excelentes produtos, mais que as suas 25 magníficas freguesias cheias de património que vale a pena descobrir… É guardado pela sua amável gente, repleto de grandes histórias que nos fazem detentores de uma única e maravilhosa gastronomia… De riqueza e variedade de fauna e de flora, que potencia a prática de atividades de lazer, atraindo públicos diferenciados, de vários pontos do país, em distintas épocas do ano. Mas também sinónimo de modernidade, estando à disposição do visitante vários equipamentos para seu deleite, bem como projectos turísticos de qualidade superior. Não deixe de visitar a Loja Interactiva de Turismo, a Casa do Vinho, a Ecovia do Rabaçal, as praias fluviais, entre muitos outros lugares ímpares que só encontra em Valpaços – A Essência Natural

VILA POUCA DE AGUIAR

DEIXE-SE ENCANTAR

Vila Pouca de Aguiar situa-se no Alto Tâmega, em Trás-os-Montes, numa das regiões de relevo mais elevado do Norte de Portugal, marcada pelas montanhas e planaltos com vales encaixados e rios de excelente qualidade. Aqui, encontramos ecossistemas bem conservados, convivendo com a agricultura familiar e a gestão baldia das florestas. Persistem na Natureza espécies raras, como o lobo-ibérico, a borboleta-azul-das-turfeiras, a «Veronica micrantha» e os morcegos (em Tresminas). Conhecida pela abundância de monumentos megalíticos, e pela exploração do ouro em época romana, Vila Pouca de Aguiar permite-nos relacionar a presença humana e a exploração dos recursos naturais, ao longo da História. Ouro, Granito ou Águas medicinais foram (e são…) tesouros que permitiram a fixação dos povos e o desenvolvimento da sociedade e da cultura local.